Essa foi uma pergunta que recebi recentemente:
“Um site pode estar bonito e ainda assim não gerar clientes. Mas site serve só para isso?”
A resposta é não.
Gerar novos contatos e clientes pode ser uma das funções de um site, mas está longe de ser a única.
Um site também pode ajudar uma empresa a ser encontrada, transmitir confiança, explicar seus serviços, organizar informações, atender clientes atuais e construir uma presença digital que não dependa exclusivamente das redes sociais.
Por isso, avaliar um site apenas pela quantidade de contatos que ele gera deixa de fora boa parte do papel que ele pode desempenhar em um negócio.
Para que serve um site profissional?
A função de um site depende do tipo de negócio e do objetivo do projeto.
Para um profissional liberal, ele pode apresentar especialidades, explicar como funciona o atendimento e facilitar um agendamento.
Para uma empresa de serviços, pode apresentar soluções, projetos realizados e informações que um potencial cliente precisa antes de solicitar um orçamento.
Em outros casos, o site pode funcionar como canal de suporte, catálogo, fonte de conteúdo ou ponto central da presença digital da empresa.
Na prática, um mesmo site pode cumprir várias dessas funções ao mesmo tempo.
Um site ajuda a transmitir credibilidade?
Sim.
É comum conhecer uma empresa pelo Instagram, receber uma indicação pelo WhatsApp e, antes de entrar em contato, procurar mais informações sobre ela.
Nesse momento, o site funciona como uma fonte oficial sobre aquele negócio.
Nele, uma pessoa pode encontrar informações sobre a empresa, serviços, profissionais, projetos realizados, formas de contato, localização, perguntas frequentes e outros elementos que ajudam a avaliar se aquela empresa parece adequada para o que procura.
Ter um site, sozinho, não garante credibilidade.
O que transmite confiança é encontrar informações claras, consistentes e suficientes para diminuir as dúvidas antes de uma decisão.
O site organiza informações que ficam espalhadas em outros canais
Redes sociais são ótimas para conteúdo e relacionamento, mas não foram criadas para organizar todas as informações de uma empresa.
Imagine alguém tentando descobrir no Instagram se determinado serviço é oferecido.
Talvez a resposta esteja em uma publicação de oito meses atrás, em um destaque ou em algum vídeo.
No site, essa informação pode ter uma página própria e permanecer acessível.
É possível organizar em um único lugar:
- serviços oferecidos;
- informações sobre a empresa ou profissional;
- localização e área de atendimento;
- portfólio e projetos;
- perguntas frequentes;
- formas de contato;
- conteúdos educativos;
- agendamentos ou solicitações de orçamento.
Isso facilita tanto a vida de quem visita quanto a própria comunicação da empresa.
Vale a pena ter um site mesmo tendo Instagram?
Para muitos negócios, sim, porque os dois canais cumprem funções diferentes.
O Instagram é excelente para descoberta, conteúdo, relacionamento e construção de audiência.
Já um site oferece mais controle sobre como as informações são apresentadas e encontradas.
Também existe uma diferença importante: o perfil de uma rede social está dentro de uma plataforma que pertence a outra empresa. O site pode funcionar como um espaço próprio da marca na internet.
Isso não significa abandonar as redes sociais.
Na verdade, os canais podem trabalhar juntos.
Uma pessoa pode descobrir a empresa no Instagram, pesquisar o nome no Google, acessar o site para entender melhor o serviço e só depois entrar em contato pelo WhatsApp.
Um site ajuda uma empresa a aparecer no Google?
Pode ajudar bastante.
Cada página de um site representa uma oportunidade de responder a uma busca relacionada ao negócio.
Uma nutricionista, por exemplo, não precisa depender apenas de alguém pesquisar seu nome. O site pode ter páginas e conteúdos relacionados aos serviços e temas pelos quais seus potenciais pacientes procuram.
Para isso, porém, o site precisa estar preparado para mecanismos de busca.
Estrutura das páginas, conteúdo, títulos, URLs, links internos, desempenho e indexação fazem parte desse trabalho.
Ter um site não garante aparecer no Google. Ter informações que o Google consiga encontrar, compreender e considerar relevantes é o que cria essa possibilidade.
E ferramentas de inteligência artificial também podem encontrar um site?
Um site público e acessível também pode servir como fonte de informação para mecanismos de busca e sistemas de inteligência artificial que utilizam conteúdo da web para responder perguntas.
Isso torna ainda mais importante explicar claramente:
- quem é a empresa ou profissional;
- o que oferece;
- para quem oferece;
- onde atende;
- como seus serviços funcionam;
- quais assuntos domina.
Quanto mais ambígua é a presença digital de uma empresa, mais difícil fica para qualquer sistema entender exatamente o que ela faz.
Por isso, um site também pode funcionar como uma fonte organizada de informações sobre o próprio negócio na internet.
Um site também atende quem já é cliente
Nem todo visitante está conhecendo a empresa pela primeira vez.
Um cliente atual pode acessar o site simplesmente para:
- encontrar um telefone;
- confirmar um endereço;
- consultar horários;
- acessar um material;
- tirar uma dúvida;
- solicitar suporte;
- encontrar informações sobre determinado serviço.
Quando essas respostas estão disponíveis de maneira simples, o site também ajuda a reduzir dúvidas repetitivas e facilita o atendimento.
Um site ajuda a fortalecer a marca?
Sim, mas isso vai além de escolher cores bonitas.
A percepção de uma marca também é construída pela maneira como ela se apresenta.
Textos, imagens, identidade visual, organização das informações e experiência de navegação ajudam a comunicar se aquele negócio parece mais técnico, próximo, sofisticado, acessível, tradicional ou contemporâneo.
Por isso, o design precisa estar conectado ao posicionamento da empresa.
Um site visualmente bonito, mas que poderia pertencer a qualquer negócio do mesmo segmento, perde parte dessa função.
E um site realmente pode gerar clientes?
Pode, mas não existe um botão mágico chamado “gerar clientes”.
Primeiro, alguém precisa chegar ao site.
Isso pode acontecer por uma pesquisa no Google ou Bing, indicação, redes sociais, anúncio, link enviado pelo WhatsApp ou outros canais.
Depois, o site precisa fazer sua parte.
A pessoa precisa entender que encontrou o serviço certo, conseguir esclarecer suas principais dúvidas, confiar no que está vendo e encontrar facilmente o próximo passo.
É nesse ponto que estrutura, conteúdo, SEO, design, desempenho e chamadas para ação começam a trabalhar juntos.
Por isso, um site não cria demanda sozinho, mas pode transformar melhor a atenção que uma empresa já recebe e criar novas oportunidades de ser encontrada.
Quando uma empresa realmente precisa de um site?
Nem todo negócio precisa de um site no primeiro dia de existência.
Mas ele começa a fazer bastante sentido quando informações importantes estão espalhadas, potenciais clientes pesquisam a empresa antes de entrar em contato, existe interesse em aparecer nas buscas ou as redes sociais já não são suficientes para explicar tudo o que o negócio oferece.
Também é especialmente útil quando a decisão de compra exige pesquisa.
Quanto mais alguém precisa entender, comparar ou confiar antes de contratar, maior pode ser o papel do site nessa decisão.
Afinal, qual é a função de um site?
Não existe uma única.
Um site profissional pode apresentar, explicar, organizar, informar, posicionar, ser encontrado, atender e gerar oportunidades de negócio.
A função mais importante dependerá de cada empresa.
Por isso, antes de criar um site, uma pergunta muito mais útil do que simplesmente “ele vai gerar clientes?” é:
O que uma pessoa precisa encontrar, entender ou fazer quando chegar até ele?