Escolher um web designer pode parecer simples até começar a comparar propostas.
Os preços mudam, as tecnologias mudam e o que está incluído em cada projeto também pode ser completamente diferente.
Por isso, antes de contratar um web designer, vale analisar o portfólio, o escopo da proposta, quem ficará responsável pelo domínio e hospedagem, como serão feitos SEO e responsividade, quais são as condições de suporte e, principalmente, se você continuará tendo acesso e controle sobre o seu próprio site.
Preço importa, claro. Mas duas propostas com valores diferentes podem estar oferecendo projetos muito diferentes.
Como escolher um bom web designer?
Não existe um único critério que determine se um profissional é bom.
Um web designer pode ter um portfólio visualmente bonito e, ainda assim, não trabalhar bem aspectos como conteúdo, SEO, experiência no celular ou organização das informações.
Por isso, eu observaria o conjunto:
- qualidade dos projetos anteriores;
- clareza na comunicação;
- entendimento sobre o negócio;
- escopo da proposta;
- processo de desenvolvimento;
- responsividade;
- SEO;
- desempenho;
- suporte;
- propriedade e acesso ao site.
Também vale observar se o profissional consegue explicar por que está recomendando determinada solução, em vez de simplesmente aplicar a mesma estrutura em todos os projetos.
Como avaliar o portfólio de um web designer?
O portfólio é um ótimo ponto de partida, mas não olhe apenas para a estética.
Abra alguns projetos e navegue por eles.
Veja se é fácil entender o que aquela empresa oferece, se as informações estão organizadas, se os botões fazem sentido e se o site funciona bem no celular.
Também observe se todos os projetos parecem praticamente iguais.
Um profissional pode ter uma identidade visual própria, mas os sites deveriam considerar as necessidades de cada negócio.
Uma nutricionista, uma empresa industrial e um escritório de contabilidade provavelmente não precisam da mesma estrutura apenas com cores e fotografias diferentes.
O que deve estar incluído na criação de um site?
Isso varia bastante entre profissionais.
Por isso, uma proposta deveria deixar claro o que será entregue.
Antes de contratar, confirme itens como:
- quantidade de páginas;
- criação ou adaptação do layout;
- desenvolvimento da versão mobile;
- organização do conteúdo;
- criação ou revisão dos textos;
- formulários;
- integração com WhatsApp;
- configuração básica de SEO;
- otimização das imagens;
- instalação de ferramentas de análise, quando prevista;
- revisões;
- publicação;
- suporte após a entrega.
Um preço menor pode continuar sendo uma ótima escolha.
O importante é saber o que está sendo comparado.
Se uma proposta inclui apenas desenvolvimento e outra inclui estrutura, conteúdo, SEO e publicação, por exemplo, elas não estão oferecendo exatamente o mesmo serviço.
Quem fica responsável pelo domínio e pela hospedagem?
Essa é uma pergunta que eu considero especialmente importante.
O domínio é o endereço do seu site, como suaempresa.com.br.
A hospedagem é o serviço responsável por manter os arquivos do site disponíveis na internet.
Antes de contratar, pergunte:
Em nome de quem o domínio será registrado?
Sempre que possível, o cliente deve ter acesso à conta em que seu domínio está registrado.
Também é importante entender quem contrata a hospedagem, quem possui acesso a ela e o que acontece caso você decida trocar de profissional no futuro.
Evite descobrir essas respostas apenas quando precisar fazer uma alteração.
O site será realmente seu?
Além do domínio, pergunte sobre o próprio projeto.
Você terá acesso administrativo ao site?
Poderá contratar outro profissional para trabalhar nele futuramente?
Existem licenças de temas, plugins ou ferramentas que dependem da assinatura do desenvolvedor?
Existe alguma mensalidade obrigatória para manter o projeto funcionando?
Nenhuma dessas situações é necessariamente um problema.
Existem modelos diferentes de contratação, inclusive sites vendidos como serviço ou assinatura.
O importante é que isso esteja claro antes da contratação.
Você precisa saber se está comprando um projeto que ficará sob seu controle ou contratando o direito de utilizar uma estrutura enquanto determinada mensalidade estiver ativa.
O site precisa funcionar bem no celular?
Sim.
Responsividade deveria fazer parte de qualquer projeto profissional atual.
Mas não basta simplesmente o conteúdo “caber” em uma tela menor.
Menus, textos, botões, imagens, formulários e espaçamentos precisam continuar funcionando de maneira confortável no celular.
Ao analisar o portfólio de um profissional, vale abrir os projetos diretamente pelo smartphone.
É uma verificação simples e pode revelar bastante sobre o cuidado dedicado à versão mobile.
Vale perguntar sobre velocidade?
Sim, mas eu evitaria procurar promessas de pontuações perfeitas.
O desempenho depende de vários elementos, incluindo hospedagem, imagens, scripts, fontes, plugins e recursos utilizados pela própria página.
O mais importante é entender se existe preocupação com isso durante o desenvolvimento.
Imagens desnecessariamente pesadas, excesso de plugins e recursos carregados sem necessidade podem prejudicar a experiência do visitante.
Velocidade também é um aspecto considerado na experiência de busca, por isso merece atenção desde a construção do projeto.
SEO deve estar incluído na criação do site?
Pelo menos uma estrutura básica deveria ser discutida.
Aqui também é importante entender o que o profissional chama de “SEO”.
Configurar títulos, descrições, URLs, sitemap, hierarquia de headings e indexação é diferente de oferecer um trabalho contínuo de posicionamento orgânico.
Antes de contratar, pergunte exatamente o que será feito.
Um site novo não aparece automaticamente nas primeiras posições do Google simplesmente porque alguém instalou um plugin de SEO.
Por outro lado, construir o projeto desde o início com uma estrutura compreensível para mecanismos de busca evita bastante retrabalho posteriormente.
Quem vai escrever os textos do site?
Essa pergunta é frequentemente esquecida.
Alguns web designers recebem os textos prontos do cliente. Outros ajudam a organizar o conteúdo. Alguns também oferecem copy como parte do desenvolvimento.
Nenhuma opção é necessariamente melhor, desde que esteja definida.
O problema aparece quando o projeto começa e ninguém sabe quem deveria produzir o conteúdo.
Os textos influenciam diretamente a estrutura do site, o SEO e a capacidade de uma pessoa entender o serviço.
Por isso, eu prefiro pensar no conteúdo antes de finalizar o layout.
Quanto tempo leva para criar um site?
Não existe um prazo único.
Um site de uma página com todo o conteúdo pronto pode ser desenvolvido muito mais rapidamente do que um projeto com várias páginas, produção de textos, integrações e revisões.
O prazo também depende do tempo necessário para o cliente enviar materiais e aprovar etapas.
Por isso, desconfie tanto de prazos milagrosos quanto de estimativas sem nenhuma explicação sobre o processo.
Pergunte qual é a previsão e, principalmente, o que o profissional precisa receber de você para conseguir cumpri-la.
Como funciona o suporte depois que o site fica pronto?
Um site publicado ainda pode precisar de manutenção.
Plugins e sistemas recebem atualizações, informações mudam e novas necessidades aparecem.
Antes de contratar, descubra:
- existe período de suporte após a publicação?
- o que esse suporte cobre?
- alterações futuras estão incluídas?
- existe manutenção mensal?
- você poderá fazer pequenas alterações sozinho?
- quanto custam serviços adicionais?
Ter essas informações registradas evita expectativas diferentes entre cliente e profissional.
Quais sinais merecem atenção antes da contratação?
Algumas situações justificam pelo menos fazer mais perguntas.
Tenha cuidado com promessas como:
- “primeiro lugar no Google garantido”;
- “centenas de clientes garantidos”;
- “resultado imediato com SEO”;
- “seu site vai vender sozinho”.
Um site pode contribuir muito para um negócio, mas nenhum web designer controla sozinho o algoritmo do Google, a concorrência, a demanda do mercado ou a decisão de compra de cada visitante.
Também merece atenção uma proposta que não explica claramente o que será entregue ou quem terá controle sobre domínio, hospedagem e site depois da conclusão.
Preciso contratar o web designer mais caro?
Não.
Preço alto não garante qualidade, assim como preço baixo não significa necessariamente um projeto ruim.
Existem profissionais em diferentes momentos de carreira, estruturas de negócio diferentes e até modelos diferentes de criação de sites.
Para um negócio que precisa apenas de uma presença básica na internet, uma solução mais simples pode fazer muito mais sentido do que um projeto complexo.
O ideal é comparar necessidade, escopo e entrega, e não apenas o valor final.
Quais perguntas fazer antes de contratar um web designer?
Se quiser uma lista simples para usar antes de fechar o projeto, eu perguntaria:
- O que exatamente está incluído no valor?
- Quantas páginas serão criadas?
- Quem será responsável pelos textos e imagens?
- O site será responsivo?
- O que será feito em relação ao SEO?
- Quem registrará e controlará o domínio?
- Quem terá acesso à hospedagem?
- Eu terei acesso administrativo ao site?
- Existem licenças ou mensalidades necessárias?
- Quantas revisões estão incluídas?
- Qual é o prazo estimado?
- Como funciona o suporte depois da publicação?
Se essas respostas estiverem claras, já fica muito mais fácil comparar propostas.
Afinal, o que analisar antes de contratar um web designer?
Analise o trabalho que já foi realizado, mas também procure entender como o seu projeto será construído e o que acontecerá depois que ele estiver pronto.
Um bom processo de contratação deixa claro o escopo, os custos, as responsabilidades e quem terá controle sobre os principais ativos do site.
E talvez exista um critério ainda mais simples: você precisa conseguir conversar com o profissional e entender o que está contratando.
Se tudo parece complicado demais antes mesmo de o projeto começar, provavelmente vale fazer mais perguntas antes de assinar a proposta.